Tire suas dúvidas sobre a nova resolução da telemedicina: antes e depois

Júlia Bernardi

Jornalista, especialista em cultura digital e redes sociais
Coordenadora de Marketing da GestãoDS
Júlia Bernardi

As inovações na área da saúde são constantes, mas as aplicações tecnológicas mais recentes ainda tem aplicações pouco divulgadas no meio. No entanto, uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) promoverá mudanças na aplicação da telemedicina.

Basicamente, a ideia é que as consultas possam ser online, bem como telecirurgias e telediagnóstico. A telemedicina envolve qualquer aplicação de saúde realizada à distância, porém a resolução nº 2.227/18, que será publicada nesta semana, irá ampliar o alcance dessa tecnologia exponencial.

Um dos principais problemas que poderá ser solucionado com sua utilização é o acompanhamento em regiões mais distantes, onde há falta de médicos e equipamentos. Dessa forma, até mesmo o Sistema Único de Saúde (SUS) será contemplado. Porém, para grandes centros, poderá orientar a grande demanda de pacientes em busca de tratamentos.

País em sintonia com as inovações

Uma reunião em dezembro foi o ponto de partida para a elaboração. Assim, palavras como inteligência artificial, Internet das Coisas e, até mesmo, telemedicina conseguem sair do papel para garantir assistência de qualidade a todos pacientes.

No entanto, algumas diretrizes e regras estão sendo aprovadas para sua aplicação. Lembrando que, a partir do momento da publicação ainda é preciso três meses para que seja permitida sua efetividade.

Um dos pontos a se destacar sobre a resolução nº 2.227/18 é que todos atendimentos serão gravados e enviados ao paciente. O sigilo médico, princípio da profissão, será mantido mesmo ao utilizar as inovações tecnológicas a seu favor.  

Além disso, detalha requisitos necessários para cada um dos procedimentos envolvendo telemedicina, como teleconsulta, telediagnóstico, telecirurgia, teleorientação, entre outros. Se quiser acompanhar toda a resolução, basta clicar aqui. Mas, iremos fazer um guia que poderá auxiliar você, médico, a entender melhor as regras do documento.

Antes e depois da resolução

O CFM teve uma postura inovadora ao compreender as atualizações provindas dessa mudança. Por isso, separamos algumas principais modificações para comparar com a resolução anterior, a Resolução 1.643/02, com a atual Resolução 2.227/18.

A primeira atualização que vale se destacar é a definição de telemedicina que, anteriormente, era entendida como o exercício da medicina através da utilização de metodologias interativas. Agora, no entanto, é uma aplicação necessária para fins de assistência mediada pela tecnologia.

Com relação à segurança das informações, a principal mudança envolve as imagens e dados que trafegam pela internet. Nesse caso, o registro digital para os atendimentos deve ser apropriado e seguro.

Por fim, e não menos importante, vamos citar algumas definições que nem estavam previstas na resolução anterior, sendo elas: teleconsulta, telediagnóstico, telecirurgia, teleconferência de ato cirúrgico, teletriagem, telemonitoramento, teleorientação e teleconsultoria.

A teleconsulta, por exemplo, é a consulta remota mediada pela tecnologia. Para atendimentos por longo tempo é recomendado consulta presencial em intervalos não superiores a 120 dias. Se houver prescrição médica, ela deverá conter a identificação de médico e paciente bem como registro de data, hora e assinatura.

Na telecirurgia há a realização de procedimento remoto, com médico executor e equipamento em outros ambientes. Um dos mais curiosos é a teletriagem que poderá evitar filas em muitos hospitais ou postos de saúde. Assim, é feita uma avaliação prévia e o paciente é direcionado para melhor tratamento para seu caso.

Para saber mais informações da área da saúde e tecnologia acompanhe os textos da GestãoDS e o site do CFM.


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