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O impacto da Internet das Coisas (IoT) 💡

David Sena

David Sena

Cirurgião Plástico
Autor do livro “O que você precisa saber sobre Cirurgia Plástica”
CEO GestãoDS
Investidor-anjo em health tech
David Sena

O impacto da Internet das Coisas (IoT)

“A internet das coisas ” significa sensores conectados à Internet e se comportando de maneira semelhante à Internet. Fazendo conexões abertas e, para esta finalidade, compartilhando dados livremente e permitindo aplicações inesperadas para que os computadores possam entender o mundo à sua volta e se tornar o sistema nervoso da humanidade. . ”- Kevin Ashton, de ‘Making Sense of IoT’

#Passa a ser economicamente viável conectar as coisas

Você já se imaginou que ao chegar em casa, através do comando de voz do seu carro ou ao utilizar o seu celular. Você poderia  controlar remotamente a temperatura e as luzes da sua sala, escolher o programa de televisão ou a música ambiente. Ao  mesmo tempo em que desativa o alarme de segurança da garagem e liga o microondas com o jantar pré-cozido? Isso já é perfeitamente possível e faz parte do conceito de Internet das Coisas (IoT).

Com o aumento da capacidade de processamento dos hardwares e a queda dos preços dos diferentes tipos de sensores, nunca foi tão viável conectar diversos dispositivos entre si.

Em uma pesquisa realizada durante o Fórum Econômico Mundial de 2015 e descrita por Klaus Schwab em seu livro “A quarta revolução industrial” . Pelo menos 89% dos entrevistados disseram esperar que, por volta de 2025, aproximadamente 1 trilhão de sensores estarão conectados à internet. Isso irá criar uma enorme rede interconectada de coisas gerando uma grande quantidade de dados.

A proposta é que, boa parte dos objetos comuns como canecas, roupas, mesas, cadeiras, mochilas, mangueiras, copos, carros entre diversos outros itens, possam ser equipados com os mais diferentes sensores.

No setor de saúde não vai ser diferente. Já que, existem estudos bem sucedidos sobre o uso de sensores de monitoramento do comportamento e saúde animal. Estes,  foram capazes de aumentar o controle sobre a produtividade e sugerir melhores práticas de criação do gado, por exemplo.

Agora imagine essa mesma lógica para monitorar, diagnosticar e melhorar a saúde do ser humano. Segundo a Aruba Networks, mais da metade das empresas já adotam o IoT (internet of things), e em 2019 esse número deverá atingir 85%. Em uma série de entrevistas realizadas pela empresa em diversos países do mundo ficou claro que, seis entre dez organizações de saúde, já estão usando essa tecnologia com monitores de pacientes, dispositivos de raios-X e em alguns casos monitoramento remoto.

A Internet das Coisas (IoT) está fazendo uma revolução no setor de saúde. Cabe aos profissionais da área estarem preparados para mudanças constantes envolvendo sua aplicabilidade.

Como falamos anteriormente, a IoT é só uma das Tecnologias Exponenciais que podem ser utilizadas no dia a dia médico. Agora, vamos entender melhor como ela já está impactando a medicina.

# Internet das Coisas no setor de saúde

“Precisamos ser mais inteligentes em relação à inovação em hardware e software para obter o máximo de valor da emergente Internet das Coisas.” –Henry Samueli

A área de Business Intelligence, do serviço de pesquisa premium da Business Insider, prevê que a base de dispositivos de saúde de Internet das Coisas crescerá de 95 milhões em 2015 para 646 milhões em 2020.

Com a Internet das Coisas é possível aproximar muito mais os atendimentos remotos, relacionamento com o paciente, rapidez no diagnóstico, telessaúde e uma infinidade de funcionalidades.

No campo da telessaúde é a possibilidade de apresentar diagnósticos remotos em regiões rurais em que há a dificuldade de acesso. O Monitoramento Remoto do Paciente (RPM) com dispositivos, sensores e smartphones conectados permite a realização tanto de testes de rotina quanto de atendimentos em situações mais graves.

Kevin Ashton, que já citamos anteriormente, foi o primeiro a usar o termo IoT. Para ele, não é apenas uma forma de reunir dados, mas coletar novos fatos. Em organizações que adotam essas aplicações conseguimos ver claramente as mudanças apresentadas com a utilização de diversas aplicações de IoT.

Ashton acredita que ela tende a ser aberta, flexível e fácil de construir. É um espaço para novas oportunidades de crescimento. Porque as inovações raramente terminam com a IoT, elas apenas se renovam.

Um exemplo claro dessa aplicabilidade pode ser visto com o trabalho dos pesquisadores da UCLA. Com o objetivo de identificar diabéticos tipo 2 não diagnosticados. Para isso, usaram máquinas e dados de prontuários eletrônicos para apontar as pessoas que convivem com a doença sem saber.

Essa equipe de pesquisadores, liderada por Ariana Anderson e Mark Cohen, do Instituto Semel de Neurociência e Comportamento Humano da Universidade, desenvolveu uma ferramenta que extrai informações de todo histórico do paciente para apresentar um grau de precisão maior.

O resultado apontou que, se esse mesmo método fosse usado em todos países, seriam identificados mais de 400.000 pacientes. Logo, eles poderiam ter oportunidades de gerenciar melhor essas doenças crônicas.

Maior número de dados significa maiores cuidados à saúde dos pacientes. A Internet das Coisas está começando a transformar a forma como médicos e pacientes atuam no dia a dia. Os hospitais já usam leitos inteligentes, por exemplo. Eles se ajustam automaticamente ao ângulo e pressão para fornecer suporte adequado. Isso é uma aplicação real desta tecnologia.

Nesse cenário, novos modelos de gestão de consultórios e hospitais serão criados. Médicos e pacientes poderão acompanhar o melhor tratamento e prevenção para diversas doenças com aplicações simples ou até mesmo complexas de IoT.

 

# A Internet das coisas no atendimento ao paciente

“Se você acha que a internet mudou sua vida, pense novamente. A IoT está prestes a mudar tudo de novo!” — Brendan O’Brien, Chief Architect & Co-Founder, Aria Systems

 

A Internet das Coisas nada mais é do que uma rede de objetos ligados a sensores com conectividade de rede que podem trocar dados pela internet. Qualquer dispositivo que esteja conectado e possa acessar outras funções representa essa tecnologia. Kevin Ashton, fundador da Auto-ID Center no Massachusetts Institute of Technology, foi o pioneiro tecnológico que cunhou a frase “Internet das Coisas” em 1999.

Com relação à área médica é possível ter toda a integração com seu consultório em uma tela de celular ou até mesmo em seu relógio inteligente (wearables) . Assim, você pode obter todas as informações do paciente acessando o seu prontuário eletrônico (EMR – Electronic Medical Record) não importando onde estiver, algo que já existe.

Esse mesmo EMR ainda pode receber dados de um monitor com controle de ritmo cardíaco em um marcapasso implantado com comunicação bluetooth. Ele alimenta uma base de dados na nuvem acessível ao médico. Tendo esses dados integrados em um só sistema, já conseguimos adequar a medicação ao paciente vendo seu estado atual de batimentos cardíacos e sinais vitais.

Pense que precisamos rastrear as seguintes informações de um grupo de pessoas: pressão, pulsação, período de sono, distância percorrida e uma série de etapas. Para isso, precisamos de um aplicativo que seja capaz de receber (input) essas informações, tornar possível a leitura desses dados, salvar os dados para análise, comparar com situações antigas e oferecer os melhores insights.

Mesmo que tenhamos todos esses itens é preciso que seja feita uma leitura precisa das informações e que haja uma conclusão dessa análise. Utiliza-se agora inteligência artificial e big data, assuntos que vamos discutir em um próximo artigo.

Você curtiu esse post sobre Internet das Coisas (IoT)? Então, conheça o evento que estamos desenvolvendo em parceria com a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Instituto Do Cérebro do Rio Grande do Sul e o Parque Científico e Tecnológico da PUCRS.

O evento acontece dia 5 de outubro a partir das 13h no Teatro do Prédio 40 na PUCRS em Porto Alegre.
Clique na imagem abaixo e faça sua inscrição!

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